Cientistas finlandeses começam a produzir alimento por meio da eletricidade

Há séculos atrás, pensou-se que não haveria comida para todo mundo no planeta Terra, e que, portanto, morreriam muitos de fome. No entanto, hoje muitos ainda passam fome, infelizmente, mas não exatamente pela falta de comida suficiente para todas a população do planeta. Mas, independente de qual seja o maior fator a criar essa triste realidade, a ciência está sempre contribuindo para facilitar nossa existência, ou melhor, nossa sobrevivência. E esse é o caso do que do que vem sendo feito por uma equipe de pesquisadores finlandeses. Recentemente, eles fizeram algo que alguns classificaram como “um grande passo em relação ao futuro dos alimentos”, posto que conseguiram, ainda que em fase inicial, desenvolver um método capaz de, por meio da eletricidade, produzir nada menos que comida (própria para o consumo humano). Assim, um sucesso todo esse experimento, a tendência óbvia é que venha a favorecer a luta contra a fome no mundo inteiro, o tal mecanismo, sem contar a questão das bruscas mudanças climáticas, que também podem influenciar nessa situação tenebrosa.

Para detalhar mais a questão desse invento, esclareçamos mais detalhes sobre, porém, ao resumi-lo, de antemão, diria-se o seguinte: esses pesquisadores da Finlândia criaram um lote de proteína de célula única, que é nutritivo com tamanho êxito, que fica então próprio a ser servido como refeição. E isso acontece graças ao uso de um sistema movido por energia renovável. Sim, esse processo de criar alimentos precisa de bem pouco, mais precisamente, a eletricidade e a água, além de dióxido de carbono e também alguns micróbios. Essa comida sintética, vale lembrar, é um fruto do projeto Food From Electricity, que, por sua vez, resulta da colaboração entre Centro de Pesquisa Técnica da Finlândia (VTT) e a Universidade de Tecnologia de Lappeenranta (LUT).

E funciona da seguinte forma, esse processo de produção: expõe-se as matérias-primas à eletrólise em um biorreator, assim formando-se um pó cujo o conteúdo constitui-se majoritariamente de proteína. E com os seus 25% de carboidratos, o alimento sintético poderá variar, todavia, quanto à textura, a depender de quais forem os micróbios escolhidos para o uso nessa referida produção.

Mas, infelizmente, o cientista da VTT, Juha-Pekka Pitkänen, declarou que, para terem eles uma total disponibilidade de um sistema desse, com maior eficiência, “mais avançado”, pode ser que demore talvez 10 anos. Só aí é que se teria alcançado a devida capacidade de ser comercializado, considerando-se tanto legislação quanto tecnologia de processo imprescindível para tal fim.