Dia Global do Empreendedorismo Feminino traz dados sobre as atividades no Brasil

No dia 19 de novembro de 2017, foi comemorado o Dia Global do Empreendedorismo Feminino, uma data criada pela ONU – Organização das Nações Unidas – em 2014. Essa data é comemorada em 153 países incluindo o Brasil, e tem como principal objetivo estimular as mulheres a participarem do mercado de trabalho, ocupando o cargo de empreendedoras e empregadoras, que é de grande parte ocupada por homens.

Os dados levantados pela pesquisa “Empreendedoras e Seus Negócios”, que é de responsabilidade da RME – Rede Mulher Empreendedora, mostram que 43% dos empreendedores brasileiros são mulheres. Isso aponta para o crescente número de empreendedoras em todo o país, podendo ser visto também nos impactos positivos que isso tem causado na economia do país.

A pesquisa aponta que muitas mulheres viraram empreendedoras devido às necessidades de se colocarem no mercado de trabalho de forma convencional. Hoje, a maioria delas são formalizadas e atuam como MEI – Microempreendedor Individual ou estão vinculadas a alguma empresa formando sociedade.

Uma outra pesquisa realizada pela RME nomeada de “Quem São Elas?” realizado em 2016, demonstrou que 55% das empreendedoras brasileiras têm filhos, sendo que desse número, 75% delas resolveram mergulhar no empreendedorismo após a maternidade. Um total de 79% delas possuem grau superior completo e estão na faixa etária de 39 anos. Outras 61% são casadas e 44% são chefes de família. A pesquisa também apontou que 39% delas tendem a trabalhar mais de 9 horas diárias e 50% delas buscam mais qualidade de vida.

Um dos problemas mais recorrentes relativos à formalização e a falta de dinheiro, segundos as empreendedoras brasileiras. Após três anos de negócio, 30% deles continuam na informalidade, onde 43% das empreendedoras que mantém o negócio na informalidade fazem devido a alta carga tributária praticada no Brasil. A falta de acesso a linhas de créditos também é um dos principais fatores.

Segundo a fundadora da RME, Ana Fontes, antigamente não era comum mulheres empreendedoras como é visto hoje. Ana começou a empreender em 2009 e teve pela frente grandes dificuldades que serviram para ganhar experiência e ajudar outras empreendedoras a trilhar esse caminho.

“Empreender é muito solitário e, para as mulheres, ainda mais. Nós acabamos assumindo todos os outros papéis e complicamos um pouco mais a nossa vida. Se não tivermos o apoio e a colaboração de outras empreendedoras, fica bem difícil empreender. Esses movimentos são ótimos para mulheres trocarem experiências com quem está passando pela mesma fase, fazer parcerias e aumentar o networking”, diz Ana.