Instabilidade de pagamentos gera maior controle nos financiamentos agrícolas

No ramo agrícola, algumas incertezas provocam maior cautela em financiamentos. Consecutivamente o comportamento do produtor muda e precisa se adaptar às novas exigências do mercado no momento de garantir um empréstimo. Haverá uma precaução maior na liberação de recursos.

São 190,2 bilhões de reais de recursos autorizados pelo governo federal para o Plano Agrícola e Pecuário na safra 2017/2018. Houve um crescimento de 1% em relação ao ano passado. Isso não quer dizer que será mais fácil adquirir crédito, o processo para a disponibilidade desse recurso será mais árduo devido ao número de inadimplência dos produtores crescente nos últimos três anos.

De acordo com o Banco Central, de janeiro a abril deste ano, as dívidas não pagas originárias do crédito rural aumentaram 0,65 ponto percentual, atingindo 2,85%. Demonstrando a maior taxa do segmento pessoa física nos últimos seis anos.

Quando um produtor não consegue quitar os compromissos financeiros, haverá um prejuízo para conseguir novos créditos e uma influência nos métodos para essa forma de financiamento. Agora, é momento do produtor especificar todos os gastos que possui, melhorar a transparência de seus custos e investir somente no indispensável. Será importante de muita atenção para não permanecer com o fluxo de caixa comprometido nesse safra.

Na safra passada produtores de diversas regiões importantes do país causaram um alerta em vários agentes financeiros. Na lista estão os Estados da região Matopiba (Maranhão, Tocantis, Piauí e Bahia), o sul de Goiás e o oeste de Mato Grosso.

A queda da safra de grãos de 207,8 milhões de toneladas para 186,6 milhões afetou os produtores dessas regiões na safra 2015/2016, que ainda não conseguiram se recuperar no ciclo 2016/2017.

Além dos resultados dessa safra, o início do pagamento dos investimentos realizados em 2013/2014, acarretou uma pressão maior para a inadimplência do produtor rural. As compras das máquinas que têm um período de carência começaram a pesar na despesa agora.

A empresa química americana FMC é uma opção para os produtores que estão tentando sair do negativo. O auxílio consiste em alguns subsídios que precisam de uma transparência maior na atividade do produtor, uma contabilidade meticulosa e um planejamento de custos futuros.