Jatinho compartilhado é aposta de dono da EasyTaxi

O setor de transporte atrai investimentos que sempre procuram trazer um melhor custo para os passageiros. Baseado nessa perspectiva, o criador do Easy Taxi, o polonês Paul Malicki, tem o objetivo de iniciar um novo negócio: o de jatinho compartilhado.

Presente em mais de 30 países o Easy Taxi é um sucesso, mas agora a meta de Malicki é apostar em uma espécie de Uber da aviação executiva. O benefício de utilizar um táxi aéreo está em acessar o serviço através de um simples aplicativo no celular e selecionar a viagem que pode ser feita no mesmo dia com um valor convidativo.

Desde o ano passado o serviço está tentando decolar. No Brasil o primeiro voo compartilhado foi no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Foram 750 reais para o trajeto que será pago por cada um dos oito passageiros do jatinho Beechcraft King Air B200.

Inicialmente o aplicativo Flapper oferecia um serviço como uma plataforma de compartilhamento de helicópteros, no entanto, o desempenho do serviço não foi tão satisfatório quanto o esperado. O perfil do brasileiro no momento de viajar é de levar bastante bagagem o que levou os sócios da empresa a evitar o aperto no espaço limitado dos helicópteros.

Foi necessário observar melhor o comportamento do perfil do brasileiro para esse tipo de serviço. Em geral, os passageiros gostam de carregar bastante bagagem, não ter atraso, facilidade com a parte burocrática e uma segurança que garanta conforto para o uso do serviço, para isso a empresa precisou analisar melhor a estratégia no país.

Um dos principais obstáculos para a empresa foi a questão burocrática com a Anac, agência que é responsável por definir as regras do setor aéreo. Para ter a autorização para a prática do serviço do transporte compartilhado em jatinho foram necessárias semanas. Serão permitidos menos 15 de voos por semana que não têm horários definidos, o que flexibilizará as opções dos clientes, enquanto a prioridade é para o uso de aeroportos não comerciais.

A intenção da Flapper é prestar um serviço que esteja intermediário entre o luxo e os voos comerciais. A média de valor para um voo de apenas um trecho será de 300 reais.