Johnson & Johnson perde milhões em batalhas judiciais

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De acordo com uma decisão judicial tomada recentemente, a marca Johnson & Johnson terá que arcar com uma indenização de US$ 417 milhões de dólares para uma mulher que provou ter desenvolvido um quadro grave de câncer nos ovários depois de fazer uso do talco vendido pela marca.

A decisão foi tomada pelo tribunal superior da cidade de Los Angeles, com parecer favorável para a consumidora Eva Echeverria, se tornando até o presente momento a principal ação judicial contra a Johnson & Johnson  entre uma série de ações  que alegam que a empresa não destacou de forma correta para o entendimento de seus clientes, os riscos existentes nos produtos da marca feitos a base de talco.

O parecer da sentença definiu que desse montante, US$ 70 milhões seriam destinados a compensações, e os outros US$ 347 foram aplicados em multas, de acordo com os advogados de Eva Echeverria.

Nos últimos meses, a empresa já havia sido condenada a pagar multas no patamar de US$ 300 milhões no estado de Missouri. De acordo com os advogados da Johnson & Johnson, a marca irá recorrer da sentença pois tem a convicção de que seus produtos são desenvolvidos com bases científicas, sempre pautados pela segurança dos consumidores.

Durante a ação judicial, os advogados de Eva Echeverria alegaram que a marca há anos tem encorajado as mulheres a utilizarem os seus produtos a base de talco, mesmo tendo ciência de que diversos estudos já comprovoram a ligação existente entre diagnósticos de câncer no ovário e o uso contínuo de talco na região genital.

Por outro lado, a defesa da Johnson & Johnson contestou todas as alegações, argumentando que também existem várias pesquisas científicas, desenvolvidas inclusive por instituições federais como a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, que demonstraram que o talco não possui nenhum potencial cancerígeno comprovado.