Novos escritórios são a aposta de empresas inovadoras

A configuração dos espaços de trabalho exercem influência direta na produtividade. É o que as principais empresas do ramo da tecnologia e inovação norte americanas vêm comprovando.

Novos estudos e projetos arquitetônicos estão dando vida nova aos escritórios. Prova disso é a tendência das grandes empresas em oferecer aos seus profissionais as chamadas “paletas de escritórios”.

Diferentemente dos escritórios tradicionais, agora, é possível que os profissionais escolham, numa espécie de customização do local de trabalho, como quer que seu espaço se configure.

Uma dessas empresas é a Microsoft, que vem investindo pesado na nova filosofia que valoriza a arquitetura como elemento ativo e influenciador de resultados. Desde 2014, a gigante da computação inaugurou dez novos prédios totalmente adaptáveis às necessidades de diferentes perfis profissionais. Só em 2017 foram quatro novos edifícios, inteiramente inspirados na nova onda de design de interiores.

Outra empresa que vem investindo alto em espaços corporativos menos “opressores” é a IBM. Assim como a rival Microsoft, os executivos da empresa já perceberam o impacto que espaços moldados segundo distintas funções pode exercer. Isso porque, de acordo com pesquisas, o percentual de licenças médicas, nas empresas norte americanas, caiu em 6% após a adoção de espaços com vista panorâmica e mais ventilados naturalmente.

A nova tendência é uma resposta à massificação dos escritórios totalmente abertos. Neles, os colaboradores trabalham em mesas contínuas, sem baias e completamente expostos aos colegas que trabalham ao lado. Embora a ideia por trás desse arranjo seja a de estimular o trabalho em equipe, com o tempo muitas empresas passaram a implementar o modelo apenas como forma de contenção de gastos.

Assim, a paleta de escritórios seria também uma resposta ao uso desvirtuado que muitas empresas vêm fazendo da disposição de móveis em escritórios abertos.

No Brasil, as empresas ainda não parecem ter aderido ao modelo de paleta de escritórios, pelo menos não num nível que permita a compreensão da tendência num nível estratégico do setor. Até a nova onda arquitetônica chegar, os profissionais criativos brasileiros vão precisar de jogo de cintura e, porque não, do bom e velho jeitinho brasileiro de resolver problemas.